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Susi Psicóloga

A VIDA E A POSSIBILIDADE DE SUPERAÇÃO

Minha escrita hoje é um convite à superação. E por isso te peço que por alguns minutos, você se permita olhar para dentro de si com a perspectiva de superar os desafios, agradecer as conquistas e apreciar as pequenas belezas que estão à sua volta.

Durante esses minutos de leitura, rumo à superação, lembre-se de aproveitar o trajeto! Esqueça-se da procura pela felicidade e sinta a felicidade da busca!

Constantemente a vida pede superação. Pode ser de eventos grandes e significativos carregados de simbolismo, como também por superações diárias, cotidianas, pequenas, mas não menos importantes. Tente acreditar, como eu, que momentos de felicidade são construídos, na maioria das vezes, em espaços descomplicados e em tempo comum. O sorriso de uma criança, o abraço de um amigo, a foto de um lugar agradável, a lembrança de um trecho de um livro, de um cheiro, de uma saudade…

O processo de superação vem ocorrendo, queira você ou não, perceba ou não. Procure se lembrar de uma situação desconhecida que te roubou a tranquilidade e, naquele momento o que você fez? Sofreu, chorou ou gritou, na tentativa de que alguém te ouvisse ou trouxesse algo capaz de aplacar seu desespero. Mas algo aí dentro aconteceu, mudou, germinou, cresceu.

Muitos eventos como esse aconteceram, acontecem, acontecerão… E você superará mais e melhor!  Infinitos são os eventos, aprender a andar, a cair e levantar, o primeiro beijo, a primeira decepção,  desentendimentos familiares, educar um filho, deixar uma oportunidade de emprego passar, perder um grande amor, a morte de alguém querido, encarar nossa própria finitude, abrir mão de sonhos antigos e construir novos…

Busque trazer sempre à lembrança os momentos felizes da sua vida. Aqueles que sua alma não esquece e que seu coração vibra ao recordar. E provavelmente perceberá que o que os tornou mais belos foram as delicadezas da vida, as quais muitas vezes, você pode ter achado pequenas e sem valor em decorrência da correria do dia a dia. E nessa correria, você se esqueceu de parar e observar…

Não importa o que surgirá em sua vida, vou te contar uma verdade que talvez mude seu ponto de vista e avaliação: você é maior que qualquer problema! Por mais grandioso que ele pareça ser.

Seus desafios são apenas parte de quem você é. Sua essência é muito maior.

Você é muito mais que suas dores.

Você é um ser único e singular, ninguém no mundo é como você.

E isso que te faz ser diferente, também é combustível para que você possa se superar todos os dias.

Superar a si mesmo, inclui perceber a si mesmo e aproveitar  o momento presente. Agradecer e abraçar as oportunidades.

O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE AS REDES SOCIAIS E A ESCOLA

Atualmente há acesso sem limites aos aparelhos celulares e computadores, muitas crianças e adolescentes crescem sem aprender a cultivar relacionamentos de verdade, porque seus relacionamentos, predominantemente, são virtuais.

Os adolescentes fazem uso desses aparelhos em grande parte do seu tempo livre, necessitam estar conectados para se sentirem parte do todo, usam como uma forma de alívio do estresse.

Esses maravilhosos adolescentes, que cresceram e foram educados no mundo digital, que está aí, para acesso a todos, podem vir a ter alguma dificuldade quanto à limite no uso das redes sociais e aplicativos do celular no ambiente escolar.

O ambiente escolar algumas vezes não contribui para a construção da confiança entre adultos e adolescentes, não ajuda a aprender a competência da cooperação, não auxilia a superar os desafios do dia a dia e nem a achar o equilíbrio entre o quando e o quanto acessar o mundo digital.

Pais e professores têm dificuldade para conviver com a impaciência dos adolescentes, mesmo sabendo que é uma fase por natureza, que os faz impacientes e essa geração digital está mais impaciente ainda…

Esses maravilhosos adolescentes, novamente, estão no ambiente escolar, que pensa mais no desempenho do que nas pessoas, que pensa mais nas cobranças, nas provas, nos trabalhos do que no bem estar, condição para que a aprendizagem ocorra, que se importa mais com o ano letivo do que com o tempo de vida deles.

Vivem uma realidade de imediatismo, com acesso a sites de compras ilimitadas, basta pensar e clicar, a entrega chega em casa. Diversão virtual: filmes, séries, jogos, tudo na hora.

Tudo isso não ajuda a superar a necessidade da recompensa imediata do adolescente ou ensina o prazer em se desejar algo, e se empenhar duro por quanto tempo for necessário, para que a realização ocorra, sabendo que isso não acontecerá em um mês e nem mesmo em um ano, muitas vezes!

Celulares nas salas de aula. Não. Nada. Zero.

E nem celulares sendo usados enquanto se espera a aula começar, no recreio, no intervalo.

É fácil perceber, quando a criança e o adolescente estão na escola, se estiverem portando celular, frequentemente estarão conectados com um mundo virtual e não com o real… E é nesses momentos que os relacionamentos deveriam são feitos.

Relacionamentos se formam dessa maneira: esperando a aula, esperando o professor entrar, no lanche…  alguém pergunta: _ “Você assistiu o filme tal?  Ouvi dizer que é legal.”    O outro responde: _“Ah, sim assisti.  Fui no cinema do shopping com meu primo no fim de semana.“   _ “É mesmo? Eu gostei, mas achei meio assustador…”

É assim que se formam as relações…

_ “Hey, você fez o trabalho de Geografia?”

_ “Ah não! Achei confuso o enunciado!”

_ “Não esquenta, eu posso te ajudar.”

_ “Mesmo?! Que bom!”

É dessa maneira que a confiança é construída. Confiança não se constrói num dia! É um processo lento, firme.

E por isso fica mais difícil ainda se construir relacionamentos de amizade, que tragam o conforto da confiança, da colaboração e da solidariedade.

Criar mecanismos que permitam que essas pequenas interações ocorram, é uma necessidade urgente, só assim a aprendizagem de se relacionar no mundo real ocorrerá.

Se os celulares forem permitidos em salas de aula, a maioria ficará debruçada sobre os celulares ou deixará o celular na mesa, na mochila, sem parar de olhar para ele… e quando chegar um mensagem e ele vibrar, vai dizer _“Ah, não vou olhar agora.” Como se estivesse fazendo um favor para o professor e colegas.

Mexer, dar atenção ao “amigo” virtual vira obrigação, vício.

E como todo vício, destruirá relacionamentos, poderá custar tempo e dinheiro,  e com certeza vai tornar a sua, a minha, as nossas vidas muito ruim!

O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE AS REDES SOCIAIS E A ADOLESCÊNCIA

Na idade infantil, a criança busca a aprovação dos pais. No início da adolescência essa busca tem outro alvo, eles procuram a aprovação dos pares. Para os pais esse é um processo frustrante, mas para o adolescente é importante para que ocorra a integração aos “grupos” e posteriormente à sociedade.

É uma fase estressante, quando se faz necessário aprender a depender dos amigos, é quando se constrói as relações com pessoas de idade próxima, que não têm laços de sangue, que cresceram em lares diferentes, com hábitos e educação distintas e essa construção é o que vai habilitar à experiência de se relacionar, ou seja, de que maneira isso ocorrerá ao longo da vida.

No mundo atual, em que as relações se estabelecem predominantemente no campo virtual, os próprios adolescentes admitem que seus relacionamentos são superficiais, reconhecem que não podem contar com esses amigos e sim podem se divertir com eles e por isso sabem que os mesmos os deixarão se tiver algo mais interessante por aí.

Num mundo de Facebook e Instagram, onde é possível colocar filtro em tudo, é permitido se tornar especialista em mostrar como a vida é maravilhosa, mesmo não sendo. Todos parecem fortes e com tudo resolvido, mas na realidade o que há é depressão e incerteza em excesso.

Ao mexer nos aplicativos do celular e interagir nas redes sociais o cérebro libera uma substância chamada dopamina, por isso quando alguém recebe uma mensagem se sente bem.

Quando alguém está chateado, pega o celular e envia “Oi?” para vários amigos, para ver quantos respondem… Fica contando os likes, fica de olho se as postagens estão “bombando”.  Se isso não acontece, provavelmente fica pensando: “O que fiz de errado?”    “Não me amam mais…”.

Isso acontece porque “os likes, liberam a dopamina”, que faz bem…   A dopamina é a mesma que é liberada, quando se faz uso do fumo, da bebida ou do jogo e portanto viciante.

Em nossa sociedade existe a restrição ao consumo de álcool, cigarro e jogo, mas não há restrição de idade para o uso das redes sociais e celulares.

Parece a mesma coisa que abrir o bar e dizer para os adolescentes: “bebam à vontade!”. Essa geração inteira está tendo acesso a um anestésico viciante usando as redes sociais e os celulares para lidar com o estresse que é a adolescência.

Sem generalizar, pode-se afirmar que quase todo alcoólatra descobriu o álcool na adolescência. Muitos desses, descobriram o álcool por acidente e passaram a se valer dele como a anestesia dada pela dopamina para superar o estresse dessa fase. Infelizmente, essa associação do alívio através do álcool ficou gravada no cérebro e em períodos de estresse, eles não procuraram amigos, e sim procuraram uma garrafa de bebida… Estresse no relacionamento familiar, financeiro, com os amigos, para eles, provavelmente tudo virou motivo para um copo de bebida.

Atualmente há acesso sem limites para esses aparelhos liberadores de dopamina, muitas crianças e adolescentes estão crescendo sem aprender a cultivar relacionamentos de verdade! No mundo real, os relacionamentos verdadeiros não acontecem…  E sabe por quê? Porque os adolescentes não estão aprendendo a fazer isso!  Eles não têm a ligação de alívio de estresse com a interação entre pessoas, então provavelmente quando estiverem sob estresse, não procurarão pessoas, irão atrás de celulares e redes sociais, irão atrás desse alívio temporário.

Álcool não é ruim, muito álcool é ruim.

Jogo é divertido, muito jogo é perigoso.

Não há nada de errado com celulares e redes sociais, o desequilíbrio é nocivo.

Os adolescentes, no mundo atual, não precisam passar pelo processo de aprender, com tentativa e erro da interação social. Tudo o que precisam, podem ter na hora.

É uma geração que procura o quer no site de compras e chega em dois dias na sua casa. Quer ver um filme? Net Flix, na hora!  Quer ver uma série, é só logar. Não precisa ficar esperando semanas.

É como se eles estivessem no pé de uma montanha e pensassem: “eu quero o mundo”, “fazer sucesso”, “causar” e isso está no cume!  Só que não percebem que entre eles e o cume tem uma montanha no meio…

O desafio está em ajudá-los a entender que as coisas que realmente importam como amor, realização no trabalho, prazer, amor à vida, autoconfiança, experiência, levam TEMPO e a jornada completa é árdua, longa e difícil.

E por não entenderem isso, os adolescentes sofrem.  Se culpam.  Se acham incapazes. O que deixa tudo pior.

A culpa não é deles!

Eles foram criados erroneamente, a sociedade assim permitiu, que o mundo digital permeasse a vida deles, o tempo todo.

O que fazer? Preencher o vazio deixado nessa geração.

Trabalhar duro para pensar em conjunto, como construir a confiança deles, para conseguir ensinar as habilidades sociais que eles não desenvolveram.

 

 

A VERDADE SOBRE O PRIVILÉGIO DA AMIZADE

A vida tem alguns privilégios que podem ser obtidos com relativa facilidade, desde que haja bom senso e aspiração.

O privilégio de que falo nesse momento, é o de ter amigos!

As pessoas que se propõem a estabelecer laços de amizade são pessoas que tem vontade de usufruir desse privilégio.

E é um privilégio de quem tem dignidade e vive com ética, que deseja ter uma relação sem cumplicidade, isso mesmo, sem cumplicidade!   A pessoa que tem no outro um cúmplice, frequentemente vive uma relação em que falta respeito, onde eles se “entre temem”, onde a relação está pautada na desconfiança e na obrigação.

A amizade verdadeira e sincera permite a distância, nada é forçado, principalmente a entrada.

Os amigos são pessoas que entendem que são totalmente individuais, e que portanto, não se fundem numa só pessoa, mas estão e se sentem completamente próximos,  em plena entrega.

É importante cultivar os bons amigos, uma vida sem amigos é uma vida que não vale a pena.

Provavelmente as pessoas não terão muitos amigos, mas é valoroso que na vida as pessoas tenham amigos especiais,  que merecem ser conservados.

Os amigos são como a radiografia da alma um do outro, são pessoas que se aceitam e se enxergam como são de fato, e com quem se pode trocar informações das mais significativas. E confiar absolutamente.

Que se olham e sabem que são amigos simplesmente porque cada um é um.

Existem aqueles amigos antigos, não têm a ver com a idade  e sim com o tempo de relacionamento, e que por vezes vão se afastando, cada um segue um caminho, isso faz com que o contato seja esporádico, e fica tudo bem, basta ligar quando der vontade, sem acanhamento e livre da obrigação.

Cuidar habilmente das amizades faz bem, dedique-se para essa relação.

Existem aqueles amigos acolhedores, que são procurados na dificuldade, na dúvida, que estão próximos; faça uso desse apoio sempre que necessitar, sem constrangimento e desprendido  de ressarcimento.

Lembre-se, é possível tornar os amigos permanentes ao longo da vida.

Existem amigos inspiradores, que o levam a se posicionar numa situação diferente, que provocam mudanças, que aparecem na diversão, no desafio e vão ficando, sem designação ou pretensão.

Tenha amigos para ter uma vida saudável, tenha amigos para ter uma vida feliz…

Uma vida  que vale a pena ser vivida.

Sem amigos, existe grande  possibilidade da  vida ser vazia, tola e solitária.

COISAS QUE PODEMOS APRENDER COM AS BORBOLETAS

As borboletas são consideradas um símbolo de agilidade e leveza, de transformação e de um novo começo na natureza. Não há outro animal que passe por uma metamorfose tão intensa e completa como as borboletas.

Em seu processo evolutivo, a borboleta será: ovo, lagarta, casulo e borboleta.

Nós pessoas, estamos em constante evolução física, emocional, intelectual, cultural, psicológica, espiritual, etc.

Por quantas metamorfoses passamos durante a vida? A cada novo evento nos transformamos.

Assim, vamos vivendo entre metamorfoses múltiplas e constantes.

A lagarta para se transformar em borboleta, tem que confeccionar seu casulo.

Nós precisamos tomar decisões, pois não há como mudar sem agir.

Em uma transformação às vezes nos tornamos enclausurados, solitários e aparentemente inertes, como um casulo, em outra transformação, deslumbrantes, livres e sociáveis como uma borboleta adulta.

Em seu casulo escuro, podemos imaginar que ela passa por um processo de autoconhecimento.

E nós, a partir do contato com nosso íntimo, com nossos mistérios, podemos perceber a riqueza de nossa beleza interior, proveniente de nossa essência.  Isso pode nos trazer um sentimento de liberdade e autoestima.

Pode ser um momento em que nos sentimos protegidos para usar toda a loucura percebida no mundo exterior, a fim de compreender e direcionar nossas próprias confusões, pois para alguns, a percepção da realidade social, seja demasiada desgastante, faz com que a melhor “solução” ao “problema” seja isolar-se por um tempo para transformar o pensamento, praticar a compreensão e aceitar a exposição das coisas como estão numa tentativa de se readaptar ao fluxo sem perder os pedaços pelo caminho.

Ou, é como se criássemos uma barreira protetora para nos transformar num conceito próprio, de reclusão voluntária, de um tempo para pensar e traçar novas estratégias, rumo a novos caminhos.

Chega o tempo de voar e superar o casulo, como as borboletas, que em seu voo se sentem elas mesmas.

Algumas borboletas conseguem explorar horizontes com leveza e energia, outras ficam mais tempo enclausuradas, sofrendo a metamorfose.

Mas não há outra maneira. Cedo ou tarde, todos passaremos por essa fase da evolução.

Sem nos darmos conta, ocorrem eventos que nos desafiam, seja no aspecto profissional, uma nova formação intelectual, convivência social com novos grupos, início ou término de um relacionamento afetivo. A vida está sempre sendo tumultuada por movimentos e conflitos.

O voo das borboletas na primavera, num bosque ou jardim florido pode representar o movimento das pessoas em suas jornadas existenciais.

E nessa realidade, que algumas vezes, mais parece uma selva tropical de existências humanas, distintas e distantes, nos encontramos.

Eu, você, nós… pessoas, íntimas, exclusivas, essenciais.  Cada um como um ser social, incorporado ao todo, mas continuando a ser um só.

A energia que nos move, as motivações que criamos, o movimento que realizamos, unidos aos movimentos das outras pessoas ao nosso redor, se assemelha a uma dança coletiva de movimentos aleatórios, contínuo e constante.

E nesse movimento, por vezes responsável e outras involuntário, que se manifesta por comportamentos, ideologias, julgamentos, conhecimento, tudo conectado no espaço formando essa coreografia caótica que conhecemos por vida em sociedade.

Nós, como a borboleta, somos responsáveis por nossa metamorfose, e às vezes precisamos de ajuda, diferentemente da borboleta.

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